Vive-se uma farsa constantemente, em cada momento que se passa. A vida que é “sua” foi constituída pela ideia de “outro”, o que você fala ou faz foi aprendido ao decorrer de sua existência. A todo instante se é “bombardeado” por ideias e costumes de “personagens” – que também foram construídos a partir de outras ideias – e adquirimos com facilidades a tais acontecimentos reproduzindo-os rapidamente a nova aprendizagem, o novo contexto.
Nossa, é IMPRESSIONANTE o quanto os seres humanos se preocupam em “viver” a vida de outras pessoas, que por muitas vezes mal conhece, mas o fato de ficar “informado” sobre as experiências, vitórias e derrotas do outro, já é o suficiente. Esquecendo ou deixando de lado por vezes a sua própria vida, vivenciando um mundo “irreal”, cheio de fantasias realizadas por outros indivíduos.
O mundo pessoal em que se fala o tempo inteiro é mero engano, pois esse “pessoal” já está/foi exposto sem que você ao menos percebesse. Não existe um “eu” sem um “mundo”, não existe uma ideia só sua, já que a mesma foi construída a partir de outras, não existe um “mundo particular” já que a sua “vida” está sendo exposta a todos, e o pior é que você mesmo é quem dá o ingresso para esse espetáculo, é você que narra a sua história, que deixa “outros” invadirem sua subjetividade, seu “mundo particular”.
Lamento por as histórias serem assim, por a humanidade ser tão “solidária” a ponto de querer saber, viver e falar (bem ou mal) dos outros indivíduos. Por estarem dizendo em todos os lugares a maneira ideal de se vestir, comer, andar e até mesmo aproveitar suas vivências. Vale salientar que não pode “fugir da regra”, a lei é clara: ande, vista-se e comporte-se da maneira que “manda” o código de ética, da maneira que dita a tv.
Com isso, digo-lhes:
Use, abuse e seja você, mesmo que dependa de um outro ( risos). :D

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